A perseverança na promessa.

Texto, base: Hebreus 10.36
As promessas de Deus podem produzir esperança e expectativa, com um possível viés de ansiedade. Não é o que vemos nas crianças, enquanto aguardam um presente ou um passeio prometido? Nas viagens, já nos acostumamos com a pergunta clássica: “Está chegando?”

Diante de Deus, somos assim também. Precisamos de perseverança para não desanimarmos nem desistirmos. Nós amamos as promessas do Senhor, mas todas elas carregam um componente desafiador: a espera. O desafio da perseverança é o tempo.

Hoje somos profundamente influenciados pela tecnologia com os seus propósitos de agilizar os processos, reduzir os prazos e maximizar a produção.

A pressa do ser humano parece uma doença sem cura (e está aumentando). Somos envolvidos pelo imediatismo. As coisas vêm muito depressa, mudam rapidamente e passam sem percebermos. Diante de tudo isso, podem soar estranhas as palavras do salmista: “Descansa no Senhor e espera Nele” (Sl 37.7).

Não pregamos uma perseverança cega, mas fundamentada nas Escrituras. Podemos perseverar porque temos uma garantia: a Palavra de Deus, afiançada pelo Seu caráter.

Por que Deus não nos dá logo o que Ele prometeu? O que é bom precisa, muitas vezes, ser demorado para ser desejado e valorizado. A mulher aguarda nove meses pelo filho. Se fossem nove dias, talvez não lhe fosse dado o mesmo valor. Em pouco tempo, haveria outro e mais outro.

A Bíblia está repleta de promessas. Antes de tomarmos posse delas, precisamos saber a quem se destinam. De todo modo, cada personagem bíblico, na expectativa do cumprimento da palavra de Deus, deixou-nos inspiração para as nossas vidas.

Uma das principais promessas que Deus fez foi dar à terra de Canaã ao povo de Israel. O povo partiu do Egito com esse destino. A viagem pelo deserto era, obviamente, dividida entre caminhadas e paradas. Estas últimas eram as mais perigosas. Era nas paradas que o povo vacilava e cometia seus maiores erros. Uma delas é relatada em Êxodo 32. Moisés subiu ao monte Sinai para receber as tábuas da lei, mas demorou demais. O povo pensou que ele não voltaria e pediu que Aarão lhes fizesse um ídolo. Assim foi feito o bezerro de ouro. Depois, Moisés voltou, e o povo foi castigado por sua idolatria.


De modo semelhante, muitos imaginam que Jesus não voltará mais. Como está escrito:

“Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2Pd 3: 3–4).

Quando Ele voltar, como seremos encontrados? Ele vem trazer julgamento sobre os ímpios, mas levará os perseverantes para a Canaã celestial.

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